Retaliação no ambiente de trabalho: como identificar e denunciar de forma segura

Um ambiente de trabalho saudável e produtivo depende, fundamentalmente, da confiança e da segurança que os colaboradores sentem para expressar preocupações e relatar irregularidades. 

No entanto, o receio de enfrentar consequências negativas, muitas vezes na forma de retaliação, é um dos maiores inibidores da denúncia, impedindo que as empresas resolvam problemas críticos.

É importante que as organizações estabeleçam mecanismos claros e robustos para proteger aqueles que agem com integridade, expondo desvios de conduta, assédios ou fraudes. A compreensão sobre o que constitui a retaliação e como ela se manifesta é o primeiro passo para construir uma cultura ética, onde a transparência é valorizada e a impunidade é combatida ativamente.

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O que é retaliação no ambiente de trabalho?

A retaliação no ambiente de trabalho pode ser definida como qualquer ato de vingança, punição ou reação hostil dirigida a um colaborador após este exercer um direito ou participar de um processo de denúncia ou investigação.

Essencialmente, é uma resposta negativa injusta que busca penalizar o indivíduo por ter relatado má conduta, assédio, discriminação ou qualquer outra irregularidade dentro da corporação, violando seus direitos.

Essa atitude é ilegal e contrária aos princípios de ética e conformidade (compliance) que as organizações modernas buscam promover, pois mina a confiança e perpetua um ciclo de silêncio.

Muitas vezes, a retaliação é praticada pela própria pessoa denunciada ou por superiores e colegas que desejam acobertar o ato ilícito ou simplesmente punir quem quebrou a “regra” do silêncio, causando sérios danos à vítima.

Exemplos de situações de retaliação

A retaliação nem sempre se manifesta através de uma demissão imediata ou de um confronto aberto. Frequentemente, ela ocorre de formas sutis, tornando a vida profissional da vítima gradativamente mais difícil e insustentável.

Para garantir um ambiente de trabalho justo, é necessário que as organizações se mantenham atentas aos sinais que podem indicar a prática de retaliação contra um denunciante ou testemunha:

  • Rebaixamento de função ou transferência injustificada: Mudar o colaborador para um cargo menos desejável ou com menos responsabilidade sem um motivo claro e documentado, ou realocá-lo para um setor ou localidade pior;
  • Avaliações de desempenho negativas: Atribuir notas baixas ou críticas infundadas em avaliações de performance que, antes da denúncia, eram positivas, barrando assim oportunidades de crescimento ou aumentos salariais;
  • Exclusão de oportunidades: Impedir o acesso a treinamentos, reuniões importantes, projetos estratégicos ou eventos sociais, isolando o profissional e dificultando o exercício de suas atividades;
  • Sobrecarga ou esvaziamento de tarefas: Atribuir metas inatingíveis ou, inversamente, retirar todas as responsabilidades relevantes, deixando o profissional sem função clara (o que é conhecido como “ócios forçados”);
  • Assédio moral disfarçado: Aumento repentino da vigilância, críticas excessivas, desconfiança constante ou espalhar boatos, ações que, em conjunto, configuram a prática de assédio moral com motivação retaliatória.

É fundamental que os colaboradores e as empresas consigam identificar estas táticas veladas, que buscam desestabilizar o indivíduo sem deixar rastros evidentes de perseguição.

Como o canal de denúncias para empresas ajuda a combater retaliações

O medo de sofrer retaliação no ambiente de trabalho é o principal obstáculo para o sucesso de qualquer programa de integridade, e é aqui que o canal de denúncias para empresas demonstra o seu valor insubstituível.

Essa ferramenta especializada, que deve ser gerida de forma independente e imparcial, garante a segurança de quem decide reportar um ato ilícito. A principal forma do canal reside na garantia de anonimato e confidencialidade.

Ao permitir que a denúncia seja feita sem a necessidade de identificação do relator, o sistema elimina o risco de exposição e, consequentemente, reduz drasticamente as chances de o denunciante ser alvo de represálias.

O Canal da Ética, por exemplo, oferece uma plataforma terceirizada que assegura a isenção no tratamento dos relatos, distanciando o processo de apuração dos conflitos de interesse internos da própria organização.

Além disso, a simples existência de um canal profissional e seguro atua como um forte elemento dissuasório. Os potenciais infratores sabem que a empresa está equipada para receber relatos de desvios de forma protegida e que há um compromisso sério em investigar, punir e coibir qualquer tipo de atitude retaliatória.

Para as empresas que buscam elevar o seu padrão de governança e ética, a implementação de uma plataforma de denúncias é indispensável. A alta gestão deve reforçar, continuamente, que a política de não retaliação é inegociável, assegurando a todos os stakeholders que relatar irregularidades é um ato de lealdade, e não um motivo para punição.

É através de um sistema seguro e transparente que as organizações demonstram o seu real compromisso com a integridade, promovendo uma cultura que encoraja a comunicação aberta e protege o colaborador, conforme preconiza o Canal da Ética, da Contato Seguro.

Conclusão

Combater a retaliação no ambiente de trabalho exige vigilância constante, educação e, sobretudo, ferramentas adequadas que garantam a proteção do denunciante. A identificação precoce dos sinais de vingança e a rápida intervenção da empresa são vitais para preservar a saúde mental dos colaboradores e a integridade da organização como um todo.

A retaliação é um sintoma de que a cultura ética da empresa precisa ser fortalecida. O investimento em um mecanismo de comunicação eficiente é um investimento no futuro da companhia, blindando-a contra perdas financeiras, riscos reputacionais e o desgaste moral.

Para saber mais sobre como implementar um sistema robusto e seguro em sua organização, consulte os recursos e as soluções completas oferecidas pelo Canal da Ética.

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